Como o olho humano enxerga as cores?

A retina tem uma constituição muito complexa e é uma parte vital para a nossa capacidade de visão. A sua principal função é receber e transmitir imagens para o cérebro e, para isso, as células que lhe ajudam são os bastonetes e os cones. 

A luz, após atravessar as lentes do olho, da córnea ao corpo vítreo, chega à retina,  atravessa as suas camadas atingindo a camada nuclear externa, onde estão  os cones e bastonetes.  Os cones nos permitem enxergar na presença da luz e os bastonetes em ambientes mais escuros.

Existem cerca de 125 milhões de bastonetes e cones dentro da retina. As informações recebidas pelos bastonetes e cones são transmitidas, interpretam as mensagens enviadas e reenviam essas informações para o cérebro pelo nervo óptico.

Os bastonetes são os mais numerosos entre os dois fotorreceptores (superando os cones numa proporção de 18 para 1) e são mais adaptados a situações de pouca luz, mas eles somente detectam a intensidade da luz, criando imagens em preto e branco na penumbra. Mas quando há bastante luz (por exemplo, a luz do dia ou luz artificial numa sala), são os cones que entram em ação e nos dão a capacidade de ver cores e detalhes  de objetos.

Embora a sensibilidade dos cones sejam somente 1% da máxima dos bastonetes, os três tipos diferentes de cones combinam seus efeitos para produzir nossa visão de cor.

Cada tipo de cone percebe uma frequência luminosa diferente. Por exemplo, no caso dos humanos, possuímos três tipos diferentes de cones que respondem a três frequências diferentes: luz azul, luz verde e luz vermelha.

Os cones com pigmentos azuis existem em menor quantidade que os cones verdes e vermelhos e a ausência deles é muito rara, caso ocorra, é por fatores genéticos.